aCena Recifense bate um papo com GUEROS (PE)

1. Como nasceu seu gosto pela música e o que te motivou a se iniciar no meio artístico?

R: "Meu gosto pela música surgiu na infância, onde eu ouvia os discos que tinham na casa da minha avó que iam de Luiz Gonzaga a Madonna. Quando fiz 18 anos tive a oportunidade de comprar um violão o que me incentivou a inicar no mundo artístico, após alguns anos focado apenas no violão eu fui atrás de entender como funcionava a produção musical, o que me levou a conhecer outras ferramentas de criação que me consequentemente me lveou a fazer o que faço hoje."

2. Quais são as principais referências e vertentes que atravessam suas pesquisas musicais? O que podemos esperar de uma pista comandada por GUEROS?

R: "Minhas referências são múltiplas, é difícil elencar algo que tenha um peso único como referência nas minhas produções, porém costumo me referenciar no que acontece na cena eletrônica do nosso país. Nós somos grandes consumidores e produtores de música eletrônica, temos ótimos exemplos desde os anos 2000, somos únicos e é isso que tento transparecer nos meus sets, reconhecimento dos nossos ritmos e melodias usando como base a música eletrônica em suas diversas vertentes."

3. Residindo em Caruaru, como você enxerga a cena da música eletrônica da cidade? Quais as principais barreiras com as quais você se deparou ao longo do caminho?

R: "Caruaru é uma cidade que tem um potencial artístico incrível e em décadas anteriores ocorreram cenas eletrônicas que fizeram história, porém sinto que isso se perdeu um pouco restando apenas algumas poucas festas privadas e pouco acessíveis, acredito que a principal barreira é o acesso e a disponibilidade de locais que estejam dispostos a sediar projetos iniciais que tem um bom potencial."

4. Qual foi o intuito da criação e como você enxerga a importância do coletivo cultural Bafora, do qual você é produtor, em Caruaru?

R: "A Bafora é um sonho nosso, tivemos como ideia principal a nossa diversão junto com amigos que curtissem a mesma coisa que nós, em meio a tantas festa de música pop a Bafora veio como um respiro, algo diferente para quem não queria ouvir só pop ou funk. Caruaru recebeu bem a ideia, e conseguimos lotar o espaço da nossa primeira festa o que foi incrível pra nós que achávamos que daria no máximo 50 pessoas haha."

5. Você já se apresentou em diversas festas e festivais consolidados de Pernambuco, como é o caso da DiP, No Ar Coquetel Molotov e, mais recentemente, NBOMB. Para você, como é ocupar cada vez mais espaços na cena diante do reconhecimento do seu trabalho?

R: "Ocupar esses espaços é um feito enorme, estar fora da capital me impede de ter mais visibilidade, porém, o esforço em fazer algo coeso que tenha minha identidade bem marcada trás benefícios incríveis. Todas as minhas produções são feitas em um PC velho, que por diversas vezes me deixou na mão, mas que quando são lançadas alcançam o público que almejo e até os que não almejei e isso é incrível, fico sem palavras quando recebo convites como esses, tocar em festas e festivais que já são clássicos do nordeste é esplêndido."

6. Tendo lançado recentemente o EP "FRENESI" e alguns remixes de trabalhos de outros artistas, como é, para você, ter a liberdade criativa de produzir suas próprias músicas e quais são suas partes prediletas desse processo?

R: "O que eu mais gosto é justamente o que foi citado na pergunta, a liberdade de criação. Sempre que produzo eu tento criar a melodia e as batidas do zero, normalmente uso acapellas e elementos de beats do funk para incrementar o som que já criei anteriormente. A minha parte predileta é quando acerto o que eu queria, vou passar anos e anos produzindo e sempre que acertar o que eu queria vou ter aquele leve susto pensando "caramba eu realmente consegui fazer isso". A satisfação é enorme, eu sou viciado nas minhas próprias músicas!"

7. O que podemos esperar do futuro de GUEROS? Quais são as metas, planos e desejos que podem ser compartilhados conosco?

R: "Por mais que o futuro seja incerto o que eu posso garantir é que trabalhos cada vez mais autorias surgirão, tenho planos de lançar mais um EP com algumas participações bem legais. Minha meta é trabalhar mais tanto na minha carreira como DJ como de produtor, alcançar mais festas e tentar tocar fora do nosso estado, o que ainda não aconteceu."

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