aCena Recifense bate um papo com Okado do Canal (PE)

Um dos maiores expoentes do hip-hop no cenário local e regional, Okado do Canal é rapper, arte educador, bboy premiado e ator com passagens notórias pelo cinema nacional, tendo atuado nos filmes "Rio Doce" e "Carro Rei". O agitador cultural ainda encabeça o Coletivo PE Original Style e o projeto social Ladobeco, espaço cultural sediado em sua própria casa!

O artista bateu um papo com o aCena sobre sua carreira, o cenário do hip-hop local e seus planos para o futuro. Confira:

Como surgiu sua relação com a arte e por que decidiu se introduzir no meio artístico?

R: "Minha relação com a arte surgiu através da dança de rua em 2004, quando eu ainda tinha 11 anos, o que tá fazendo 20 anos esse ano, inclusive. Por incrível que pareça, o primeiro contato que eu tive já foi com o rap, através de uma matéria que falava sobre Sabotage. Eu achei muito da hora aquele cabelo dele lá pra cima, a questão do beatbox, as rimas... pô, mano, fiquei encantado com aquilo, tá ligado? E daí eu entendi que aquilo ali era hip-hop, tá ligado? Não sabia pelo nome, rap e tal, sabia que aquilo ali era hip-hop. Um certo dia eu comecei a buscar onde é que tinha esse espaço de hip-hop e descobri que tinha um dos dançarinos mais velhos do meu bairro dançava break. E aí, quando procurei o hip-hop, que no caso era o rap, eu me deparei com o break. E daí foi mais um amor à primeira vista também, né? Quando eu vi os caras fazendo os movimentos de grau de dificuldade, eu fiquei encantado, né? Criança ainda, 11 anos. Aí pensei 'e eu quero saber ele cantar, pô? É isso aqui mesmo que eu quero fazer: dançar! Fazer esses movimentos aí. Ficar de cabeça pra baixo, girar de cabeça'. Enfim. Foi por onde eu iniciei minha carreira artística: na dança de voo, no break."


Sua carreia musical se iniciou em 2006 e, desde lá, você vem lançando uma série de singles, EPs e feats. O que inspira a sua música e o que você busca expressar através de seus trabalhos autorais?

R: "Antigamente, o hip-hop era tudo muito junto. Não tinha muita informação sobre o que era o que. E ao mesmo tempo era muito efervescente, pois como era um movimento cultural de resistência, todo lugar que tinha uma batalha de break tinha a galera que levava os caderninhos para fazer as assinaturas, as tags, tinha os MCs que iam pra fazer rima em cima das batidas de break, DJ sempre tinha em todos os eventos... E daí quando DJ estava botando o som os MCs estavam rimando e os b-boys e as b-girls iam dançar... e daí é isso... O hip-hop era muito junto nessa época, e a partir disso comecei a ter um contato mais direto com o rap por volta de 2005 e em 2006 eu comecei a batalhar e daí lancei a minha primeira música através do convite para participar de uma coletânea. Mas nessa época era super complicado você gravar. A periferia não tinha acesso a equipamento tecnológico pra fazer beat, pra poder gravar música... Era tudo muito caro. Inclusive os grandes artistas daqui tinham que ir fazer música em São Paulo, no eixo. E daí acabou que pelo fato de a música ser algo 'tão tão distante', tão caro pra se fazer, eu continuei focando no break e vindo a me tornar um dos destaques do nordeste e a nível nacional. E em certo momento, através do break também, eu voltei ao rap, onde fiz uma música chamada 'Que Roubada' que denunciava as coisas que a gente não concordava nas batalhas de break: sobre as premiações terem desconto, sobre saírem com atraso, sobre trazerem jurados do sul e sudeste com valores super altos e a premiação ser baixa, a falta de estrutura... Então lancei essa música que se tornou o hino dos b-boys e b-girls do Nordeste durante um bom tempo, E daí eu pensei; 'Pô, é isso, vou escrever uma música aqui, uma música ali...'. Nessa época eu já tinha mais acesso, sabe? E daí as pessoas já tinham um home studio em casa e tal... Então lancei meu primeiro EP, em 2015, o 'Quebra de Sigilo', englobando músicas de 2006 a 2015, para vocês terem noção de como as coisas eram difíceis... Em 2017 eu lancei o 'Cada Dia Daria um Rap', todo voltado para o boombap e depois veio vieram meus trabalhos mais recentes... Agora tô no corre de lançar meu próximo trampo. Eu quero fazer uma parada melhor do que as paradas que já fiz e não fazer de qualquer jeito. Quando for pra sair, sair no grau.

Eu sou um dos artistas de Pernambuco que quem mais feats com artistas pernambucanos e do Nordeste porque eu viajava muito para as competições de break e depois que lancei 'Que Roubada' muitos b-boys começaram a escrever rap também. E daí, com essas viagens, quando eu viajava para competir, acabava fluindo esses feats, né? Em algumas das oportunidades saíram o clipes também, e em algumas não, só as músicas. No final das contas, eu já gravei com gente de São Luís de Maranhão, com gente do Ceará, com gente da Bahia, Garanhuns, Arco Verde, Caruaru, Araripina, de vários estados do Nordeste e de várias cidades de Pernambuco... Até porque a gente sabe que o hip-hop é um meio muito difícil de você ter uma ascensão, de você ter uma visibilidade, e daí a gente que é na capital já é difícil, imagina para o pessoal que é do interior? Então quando eu ia para esses lugares, para essas cidades, para competir e fluir essas oportunidades de fazer o feat era uma forma também de mostrar que lugares como Garanhuns tem rap bom, em Belo Jardim tem rap bom, em Arco Verde tem rap bom, em Araripina tem rap bom, em Exú tem rap bom, e daí é isso, né? Muito importante esse lance dos feats, de você trocar com pessoas que têm vivências parecidas com a sua, e daí só no primeiro álbum que eu lancei, acho que em 11 músicas tinha uns 25 feats mais ou menos."


Sendo um dos maiores representantes do hip hop pernambucano na atualidade, como você enxerga os espaços e oportunidades para o movimento e seus artistas no estado de Pernambuco?

R: "É muito doido você ser um artista que se inspiram, se espelham, se veem e se identificam com a sua música. Houveram eras e momento de dificuldades, então é muito louco estar nos palcos cantando a sua realidade e as pessoas estarem se identificando e quando você desce do palco você volta a vivenciar as mesmas coisas que aquelas pessoas estão vivenciando. Queria que todo momento fosse um palco, que todo dia fosse um show, mas não é bem assim que acontece, né? Durante um bom tempo a gente sonhou achando que era somente a questão da burocratização e de se mobilizar para deixar documentações ok, mas hoje em dia a gente percebe que não é só isso, que isso é apenas uma das desculpas para tirar o movimento hip-hop dos palcos. E aí quando a gente quebra essa barreira vem várias outras, como as curadorias, que não enxergam o hip-hop como um segmento, que de certa forma valorizam vários artistas da cena nacional enquanto os da cena local não são valorizados. A gente vê, por exemplo, no Carnaval, a vinda de artistas do eixo sul-sudeste do hip-hop, com cachês astronômicos, enquanto os artistas daqui tem que lutar pra receber um cachê que um cachê desses astronômicos pagariam 20-30 cachês de artistas locais que fazem a cultura acontecer o ano todo aqui. A gente sabe que o rap e o hip-hop no geral não é são cantar, dançar, pintar, tocar... a gente sabe que o hip-hop educa, informa e instrui pessoas, sabe? Eu acredito que o hip-hop salvou minha vida assim como também contribui para que eu possa salvar a vida de várias outras molecadas por meio de oficinas, sabe? E isso é meio complicado porque a gente segue sonhando, segue falando pra mulecada que dá certo... e ao mesmo tempo a gente vive com essas incertezas e inseguranças. A gente é habilitando em edital, mas não é chamado pra fazer o show porque a curadoria não entende o hip-hop como uma cultura pernambucana também e, de certa forma, o hip-hop, por mais que venha de forma, assim como qualquer tipo de cultura que venha de fora, quando chega em Pernambuco se transforma e acaba sendo pernambucanizada. Nem sei se essa palavra existe, mas se não existe eu inventei kkkk. Mas é isso mesmo! Acho que toda cultura que vem de fora acaba sendo pernambucanizada, sabe? Ela tem nosso dialeto, ela tem o nosso jeitinho, ela tem o nosso cotidiano, ela tem o nosso dia-a-dia, então não tem como o rap, o break, não ser pernambucano, tá ligado? Então tem que olhar um pouco mais para dentro para poder continuar dando oportunidade a quem teve poucas oportunidades e gerar oportunidades para quem ainda nunca teve, porque véi, na verdade, um cachê que não faria falta para certos artistas que tocam o ano todo e que tem o sobrenome do artista tal, muda a vida de um artista da periferia, principalmente do hip-hop. E não é só do artista principal, porque mesmo que seja um artista solo ele tem seus dançarinos, dançarinas, DJ, figurino, cenografia, iluminação, técnico de som... Ou seja, move todo um mercado cultural dentro da periferia quando se contrata apenas um artista, agora imagine se fossem contratados vários artistas ao longo do ano? Se essas pessoas pudessem não só sonhar, mas também viver da sua arte? É um sonho ainda meio distante, mas que a gente tá lutando para que seja assim para as próximas gerações."


Você encabeça uma série de projetos, como é o caso do PE Original Style e do Espaço Cultural Ladobeco. Nos conte um pouco sobre eles!

R: "O Coletivo PE Original Style surgiu pois antigamente tinha muita rixa entre a zona norte e a zona sul nas finais dos baile funks e a gente decidiu juntar o estilo da zona sul com os movimentos da zona norte. A zona sul tinha muito mais conhecimento de dança nessa época quando comparada à zona norte, por motivos como a questão financeira, acesso a bens etc. A zona norte era muito mais focada em movimentos de grau de dificuldade, um estilo mais 'agressivo' e impactante de dança. Então sempre tinha essa questão da diferença de estilos entre as zonas. Então resolvemos tentar quebrar com isso, pois o break é o break, e tudo que fazíamos era o break e que seria muito massa a gente se unir para disputar fora, pegar os melhores de cada zona para disputar em outros estados, países... E daí foi assim que surgiu a PE Original Style, que inclusive venceu o primeiro campeonato que participou.

Já o Ladobeco é um espaço cultural que acontece no térreo da minha casa. Eu desde criança participei de movimentos e projetos sociais e entendia a importância desses projetos e movimentos para minha vida e de vários outros moleques da minha idade, da minha geração. Porque era diferente a galera que aprendia na rua e aquela que tinha o direcionamento dos projetos sociais, ONGs... Então eu sempre ficava pensando nisso porque desde os meus 13 anos eu dou aula em alguns projetos e eu tinha muito esse sonho de ter um espaço de dança na minha casa para poder ajudar a galera. Fiquei com isso na minha cabeça por muitos e muitos anos até conseguir um terreninho, que não é muito grande, mas que conseguimos receber até 20 crianças. É muito louco porque é um espaço pequeno mas a gente consegue dar o nosso jeito e acaba acontecendo da melhor forma. A gente já atendeu ao todo mais de 300 jovens, incluindo a primeira infância e as mães jovens. O espaço cultural ele tá funcionando a sete anos, com a gente só conseguindo aprovar projeto em edital duas vezes. Das outras vezes tudo foi muito voluntário. A burocratização sempre bate na porta e faz com que esse sonho seja menor do que poderia ser e cause um impacto menor do que poderia causar, não só na minha comunidade, mas também em todas as vizinhas. Mas é isso. Seguimos lutando com o espaço cultural Ladobeco, num terreno que comprei com a ajuda de um cachê de um filme onde fui protagonista, e a ideia é fazer esse projeto ser uma escola de artes e cultura. De início, seria uma escola de cinema, mas depois entendemos que o cinema potencializa várias artes que estão aqui no Canal. Se vamos receber esses jovens artistas, é importante ter um espaço da hora para eles se aprofundarem e potencializarem suas artes. Aqui tem uma galera muito massa do maracatu, do frevo, da dança afro, das danças populares no geral, do bregafunk, do passinho... Então se a gente consegue fazer com que o espaço cultural Ladobeco se amplifique, vai dar um boom muito grande nessa favela e isso aqui um dia pode se tornar um ponto turístico do Recife, sabe? De quando a gringalhada brotar no Recife, pensar na Favela do Canal. A ideia é fazer com que lá na frente as potenciais que existam aqui transformem a Favala num ponto turístico. É um sonho meio distante, mas que eu ainda vou conseguir realizar junto com todo esse bonde que corre comigo."


Sendo uma referência de estilo e estética afro, como você lida com a moda e como enxerga a importância dela na negritude?

R: "É muito doido isso na minha cabeça, como eu enxergo toda essa questão da estética afro... Eu lembro que ia para a escola e eu levava puxão de cabelo quando usava black, que as vezes ia de touca e o diretor tomava a touca e só entregava para minha mãe que tinha que ir lá no outro dia, faltando o trabalho... Eu sempre gostei de ser diferente na escola. Ia com uma camisa por dentro ou pegava a camisa e botava por cima da farda... Quando eu ia para os projetos sociais também. Eu sempre metia um estilo louco. Se era uma camisa de manga eu cortava a manga... Eu sempre gostei de ser diferente, tá ligado? E com o tempo passei a perceber que essa diferença era o meu próprio estilo, o flavor que a gente chama no hip-hop. Aquele tempero. O que dá gosto da galera olhar pra você. Fui começando a entender que esse flavor diferente estava muito atrelado ao hip-hop e às pessoas que eu tinha como referência, como Sabotage, Lauryn Hill... Até hoje eu sinto um pouco dessa sensação que eu sentia na época da escola. De sair na favela com uma roupa diferente e a galera meio que achar estranho e você chegar no lugar que tá indo e a galera achar o máximo... Tem um pouco dessa dualidade. Hoje em dia eu estou muito mais 'foda-se, esse sou eu e a galera já aceitou'. É muito doido também como ao mesmo tempo você acaba se tornando uma referência para a molecada, sabe? Eu acabei mudando muito o meu estilo para dialogar com a criançada de onde eu vivo durante um tempo. Por que? Porque tudo que você vai fazer a imagem chega primeiro. Uma música? As pessoas só vão acessar se a capa da sua música for boa. Se sua música for o máximo, mas se sua capa for mais ou menos, a galera não vai dar o play na tua música. A mesma coisa é na vida real. Você tá andando pela quebrada, a galera vai olhar tua imagem e as crianças principalmente. Se você chama atenção no visual, automaticamente aquela criançada vai te ouvir, tá ligado? Tem muita criançada que hoje em dia só para pra trocar uma ideia comigo a partir do meu estilo de se vestir. A moda, o estilo, faz com que você seja ouvido também. Se você não quiser falar, você fala só com a presença, tá ligado?


Você também é ator, tendo estrelado diversos trabalhos, incluindo o premiado filme "Rio Doce". Dito isso, como é, para você, desempenhar a arte da atuação e qual foi a sua experiência favorita no ramo do audiovisual?

R: "É massa a parada do hip-hop abrir portas para outros meios de cultura e comunicação. É massa quando você entende que o mundo vai para além da sua favela. O hip-hop traz isso: 'O mundo é mais do que isso aqui, tá ligado?'. E aí, quando eu tive essa noção, eu queria aprender a editar os vídeos de dança que nem os vídeos dos gringos. Comecei a fazer umas oficinas, fui pegando gosto por isso e começaram a surgir as oportunidades para fazer uns filmes. Ai fui me jogando.

A minha experiência favorita foi quando fomos estrear o primeiro filme que fui protagonista. A gente conseguiu botar um ônibus pra levar a galera aqui da favela. Chegou um ônibus lotado no cinema São Luiz, tá ligado? Os pirraias estavam lá indo se ver também, sabe? Porque querendo ou não, quando um de nós vence, a gente se vê também, sabe? Todo mundo se sentiu representado e isso foi muito massa! Acho que é uma das memórias que eu vou guardar para a minha vida toda.

Outra memória foi contracenar com Matheus Nachtergaele. Para mim foi uma experiência surreal. Um mestre da arte da atuação, né, véi? Desde criança assisti vários filmes e novela com o cara. Ai o cara cresce assistindo tudo isso e um certo dia você passa no teste pra fazer um filme e quando você chega pra ensaiar você da de cara com um ídolo, tá ligado? Acho que essa foi uma das sensações mais fodas da minha vida relacionadas ao cinema. Certamente tá no top 5 das melhores sensações que eu já tive com a arte.

Você ser protagonista de um filme também é muito massa! Num dia você tá saindo pra gravar, leva uma abordagem super violenta da policia e daqui a pouco você entra numa van e tá sendo tratado como artista! É muito louco essa dualidade que a arte traz para a gente que é da periferia. Na real? Eu estou dando essa entrevista agora e talvez eu nem consiga ver essa entrevista. Posso sair aqui no beco e ser vítima de bala perdida, tá ligado? Ou várias outras situações... Então por isso todas as oportunidades que eu tenho para deixar marcada a minha passagem nessa terra eu aproveito para que meus filhos, meus, netos, meus bisnetos olhem e pensem: 'caralho, meu avô era foda, vei!'. Eu penso muito sobre isso porque eu sou descendente de muitas pessoas que vieram antes de mim, mas eu também já sou ancestral! E qual é a imagem de ancestralidade que eu quero deixar pra quem vai vir? A de vencedor! A de campeão! A de quem lutava, mas conquistava também! Porque nem só de luta viverá o homem, mas de glória também!".


O que podemos esperar do futuro de Okado do Canal? Quais são as metas, desejos e projetos que podem ser compartilhados conosco?

R: "Eu já me vejo como um atual e um futuro ancestral e tudo que eu vou trabalhar nas próximas fases do meu trabalho, que está cada vez mais se encaixando, seja o break encaixando no rap, o rap encaixando no cinema e vice-versa, vai ser com esse tema, sabe? De que a gente precisa saber de onde vem pra poder entender pra onde quer ir. Então, esse resgate da ancestralidade que veio antes da gente e o registro da atual ancestralidade para quem vai vir depois. Então é isso, os meus próximos trabalhos vão falar sobre isso, vão falar sobre alegria, vão falar sobre conquistas, sobre vitórias, sobre um ano novo na favela. Como é um ano novo na favela? Um ano novo na favela é todo mundo com a sua melhor beca, tomando a sua melhor bebida. E a favela virou uma passarela, porque todo mundo desfilando de fato, feliz ano novo. Pá, sei o que, que esse ano seja massa. Aqueles abraços, aquela sensação de que tipo, meu irmão, mais um ano se passou e a gente tá aqui, sabe? E essa é a sensação, as sensações que eu quero trazer nos meus próximos trabalhos, sejam elas visuais, ou seja, elas de sonoridade, vai ser de conquistas, de vitórias, de sorrisos, de... Mano, a gente tava aqui agora e tinha uma máquina cortando o mato, pá. Isso é um sinal de conquista, tá ligado? Tipo, uma pessoa, pá, dentro de um... No fundo de um beco, tipo, ali, ó. Coisando seu gramadinho e tal. Pô, isso é foda, tá ligado? Então, tipo, uma serra que corta uma cerâmica do lado quando o cara tá no meio de uma entrevista, quando o cara tá no meio de uma gravação, um martelo que tá batendo na parede. Tudo isso é sinal de construção. Então, tipo, toda construção, ela é baseada na vitória de alguém, tá ligado? Então, tipo, isso é as próximas paradas que eu quero trazer, as próximas estéticas, visuais e sonoras, que eu quero trazer nos meus próximos trabalhos. E é isso, podem anotar que vocês ainda vão ouvir muito o Okado do Canal. Espero que acompanhe as redes sociais. Também no Instagram e muito importante também no YouTube, é muito importante também no Spotify, que é onde realmente a gente tem a nossa fonte de renda. E é isso, já que tá acompanhando o Instagram e tal, é importante também daquela engajada, né? Porque é onde a gente garante também que vai fazer uma publicidade e outra propagando o negócio aqui, o negócio ali e vai continuar sustentando a nossas famílias e sustentando o nosso sonho através do nosso sonho, que esse é o meu maior sonho no momento. Então é isso, Okado do Canal se despede e até uma próxima."

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