aCena Recifense entrevista VeDaylla

Hoje o aCena Recifense entrevista VeDaylla, uma das artistas responsáveis pelo visual da nossa cena. Dona da YAD BROD, a stylist conta um pouco sobre seu encontro com a moda e a importância desta para o cenário artístico local. Confira!

1. Como a moda surgiu na sua vida e de onde veio a decisão de atuar profissionalmente com a mesma?

R: "De onde eu vim a arte nunca foi uma opção. Ser atriz era um sonho de criança que minha mãe nunca levou a sério. Eu era uma criança que vivia no meu mundinho da internet, adorava ver vídeos de tours pelo closet das blogueiras, ficava gravando vídeos fingindo que o guarda a roupa da minha avó era uma loja... Uma vez fiz um desfile na laje da minha casa com as roupas mais chiques do guarda roupa dela. Eu e meu amigo de infância, Cauã, produzimos tudo. Gaby também era uma amiga próxima que me fazia de modelo a gente usava a webcam dela pra fazer shootings pro Facebook. Acredito que tudo isso refletiu muito nas minhas ideias e na carreira que queria seguir.

A decisão de querer expandir meu nome na moda veio quando terminei o ensino médio e analisei todas as possibilidades de carreira e nenhuma delas acalmava meu coração. Comecei a criar peças, rasgar tecidos e vestir pessoas da cena que me mostraram que seria possível fazer o que sempre sonhei. Numa viagem a Natal-RN, onde meus sentimentos estavam ao contrário, me veio a ideia de começar uma marca. Abri um perfil no Instagram e comecei a direcionar minha criatividade. Fui expandindo me especializando."


2. Quais são as mensagens que você espera transmitir por meio da sua arte?

R: "Costumo falar que quem tem essência não segue tendências. A minha Arte vai além pedaços de pano. Gosto de transmitir alto estima e segurança. Vulgaridade pra mim não existe. Quem tem amor próprio pode chegar onde quiser!"


3. Tratando-se de referências, quais são as principais utilizadas no seu trabalho de criação?

R: "A minha maior referência de elegância e essência vem das minhas figuras maternas: minha avó e minha mãe sempre foram muito exibidas e a frente do tempo. Isso fez com que eu pudesse enxergar minha feminilidade e expressar isso na minha arte. Além disso, minhas criações dependem muito da minha intuição."


4. Como nasceu a YAD BROD e o que você acha que o público deve saber sobre ela?

R: "O nome YAD BROD tem muito significado para mim. O YAD vem de Day ao contrário e o BROD de board, que significa largo, ou seja, a Day/meus designs podem ser extensões dos meus pensamentos largos. O conceito veio de quando eu estava esticada das ideias e o intuito é de que tudo isso se estique e cruze o caminho das pessoas."


5. Como você encara a importância da moda na construção da identidade dos artistas da nossa cena e que papel você acredita que desempenha nisso?

R: "Hoje em dia a moda se tornou essencial. A autenticidade é o que constrói uma identidade visual e ser diferente das outras estilistas é o que me instiga. Poder misturar ideias marcantes para construções de artistas locais é um privilégio pra mim!"


6. Diante de sua vivência, qual a importância que você considera que moda e o visual desempenham na vida de pessoas trans?

R: "Por mais que a sociedade tente estabelecer limites nisso, o audiovisual e a moda andam lado a lado com a humanidade, e principalmente presente na vida de pessoas trans. Acho que são expressões artísticas que aumentam a conscientização dos nossos corpos, sendo essenciais para representação da nossas vivencias."


7. O que podemos esperar do futuro? Quais são os planos, metas e projetos que podem ser compartilhados com o público?

R: "Neste ano quero conquistar novos horizontes, vir para além do nordeste. Quero amarrar ainda mais pessoas e marcar o melhor de mim nas raízes alheias. Enxergo em 2025 um novo caminho que quero seguir. Já passei pelo começo e agora, estando no meio, percebo que o fim não existe dentro de mim!"


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