Hoje o aCena Recifense faz a sua segunda conexão, dessa vez com o cantor baiano O'Kannalha! O artista desembarcou no Recife no dia para participar como atração principal do Festival das Juventudes 2024 (@sejuvrecife) e contou para o aCena quais são suas expectativas para sua primeira apresentação no Recife.
1. Como o pagodão baiano surgiu na sua vida e a partir de qual momento você decidiu ingressar profissionalmente no ramo?
R: "Minha relação com o pagodão baiano surgiu desde pequeno. Eu sempre gostei do pagode, é uma música que sempre ecoou na minha casa, na casa da minha família, nas festas e no dia a dia. O pagode já veio me puxando desde quando eu quis seguir carreira como músico profissional. Desde muito novo eu já era percussionista, baterista e já tocava em bandas de pagode, então o pagodão sempre esteve presente profissionalmente na minha vida, mesmo antes de cantar. O momento que eu quis ingressar profissionalmente cantando foi na pandemia, quando a gente não podia fazer shows, quando a gente não tinha como exercer a função de músico, já que tudo estava parado. Apesar disso, foi quando a gente resolveu lançar o projeto nas redes sociais. Foi assim que começou o projeto do O'Kannalha no pagodão como cantor."
2. Como é ser reconhecido como um dos grandes nomes e expoentes da música baiana, reconhecimento esse que te levou a palcos como o do Rock in Rio neste ano?
R: "O sentimento é de gratidão a Deus, aos orixás... Eu me sinto muito honrado porque O'Kannalha surgiu na pandemia, em um momento onde as pessoas não poderiam nem sair nas ruas direito e eu não sabia que através desse projeto eu iria chegar tão longe. Eu me sinto muito muito honrado de hoje ser um dos representantes da música baiana, de ter esse reconhecimento e poder levar o pagode para novas pessoas. Novas gerações estão conhecendo o pagode agora e muitas pessoas estão tendo a oportunidade de conhecer através de O'Kannalha.
Eu fiquei muito feliz de poder levar o pagode para o palco do Rock in Rio, ser a primeira banda de Pagode que se apresenta na Cidade do Rock! Eu fiquei 'só gratidão', eu me senti muito grato a Deus e aos orixás por toda essa caminhada. Eu não esperava chegar tão longe assim! Ainda tem tantas coisas para acontecer, eu creio que muitas coisas estão por vir! A gente tem quatro anos de carreira, mas poder já alcançar tudo que eu alcancei já é motivo de dar muita glória!"
3. Sendo dono de grandes hits, quais são as expectativas para o lançamento de seu novo single, "De Ladin"? Nos conte um pouco sobre ele!
R: "A expectativa é a melhor possível! É um som que foi produzido com meus amigos, amigos esses que estão na minha vida há muitos anos batalhando comigo na música! A gente estava no estúdio e foi tudo bem descontraído, foi bem natural. Eu estou muito feliz de poder lançar essa música, por ter essa energia devido à forma que foi produzida. É uma música que eu escutei muito antes de lançar, uma música que tá pronta desde maio e a gente tá tendo a oportunidade de lançar agora. Vai ser o pontapé inicial do nosso verão! Eu estou muito feliz de colocar um som bom na rua e tenho certeza que todos que ouvirem vaão sentir algo diferente, algo novo. É algo que a gente vai trabalhar ainda, vai amadurecer, mas já é um pontapé inicial de muitas coisas que estão por vir! 'De Ladin' é uma música extraordinária!"
4. Bahia e Pernambuco fazem alguns dos intercâmbios culturais mais ricos e diversos do país. Diante disso, você possui alguma conexão com a música pernambucana? Se sim, quais seriam essas conexões e quais artistas pernambucanos estão no seu radar?
R: "A Bahia e o Pernambuco são dois estados ricos do Brasil, em cultura, em identidade. Tem suas tradições, tem seus ritmos, tem suas vestes, tem suas culinárias! Uma curiosidade sobre o Pernambuco é que uma das pessoas que me inspirou a cantar foi o Marcelo Falcão. Eu ouvi muito ele falar sobre Francisco Brennand, onde ele também gravou um álbum. Então, através de ouvir muito O Rappa, foi que despertou esse lado meu de querer cantar. Esse álbum d'O Rappa gravado em Pernambuco me despertou a pesquisar mais sobre o artista plástico Francisco Brennand, além da história e tradição do estado. Então, através da música, já fui ligado a outra coisa que também tinha ligação artística e que tem uma importância gigante aí no Pernambuco."
5. Como você enxerga o papel e a potência da juventude negra e periférica na produção artística no Brasil?
R: "Eu enxergo que a juventude negra e periférica possui um papel brilhante, não só artisticamente, mas em geral. Eu acho que a potência desse papel ainda deve ser mais valorizada. Eu acho que a potência deve ser aumentada e que mais jovens periféricos e negros possam estar no topo! Que esse papel que eles vem exercendo, que é importante, venham a ser reconhecidos de verdade para ganhar a potência que é merecida! Que venha ser mais brilhante ainda e que venha ecoar mais luz e mais brilho para as periferias, para alcançar e resgatar mais pessoas, mais negros para essa comunidade que é a potência. O negro merece estar na potência!"
6. O que o público pode esperar do seu show neste sábado (30/11), no Festival das Juventudes, aqui no Recife?
R: "A gente nunca deixa de falar nosso lema, que é 'a gente nunca promete nada', mas a gente tem um comprometimento de sempre dar o nosso melhor! O que eu vou levar de especial não é nada mais nada menos do que a gente já faz, querer levar de fato o pagode para que as pessoas venham se envolver, venham dançar, venham curtir, venham pular, venham se divertir! Então acho que isso vai ser especial: tocar o nosso pagode para essa juventude! Eu estou muito ansioso para poder ter essa troca de energias com toda essa galera aí, poder ver geral ao som do pagodão e também conhecer um pouco de vocês com essa mistura e com essa troca. Vai ser minha primeira experiência no Recife e estou muito ansioso! Estou aguardando todos de braços abertos para poder entregar o melhor!"
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